Manoel dos Reis Machado .....::::: "A Figura do Mestre":::::.....
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[ Mestre Bimba ]

Mestre Bimba tinha aproximadamente 1.92m de altura mais de 90 kilos, negro, forte, alto, porte ereto, andar pausado e meio pesadão. As vezes uma velha irizipela o maltratava, pouco se queixava.

Nas aulas trajava umas calçcas de algodão amarradas pelo cos, de cor branca, ja bastante desgastadas, puídas pelo tempo. Calçavas chinelas, trajavam também umas camisetas sem mangas nas mesmas condições da calça. Às vezes eu achava serem aquelas roupas eternas.



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Nas ruas o mestre usavas calças e paletós de linho branco, camisa de malha branca, cinto e sapatos pretos. Carregava sempre uma velha pasta preta e um eterno guarda-chuva. Nas ruas seu Bimba se deslocava invariavelmente de taxi

Nos dias de festa, de formatura
ou exibições de seu grupo, as roupas que ele usava eram: calças brancas sociais, camisa de malha ou social também branca com as mangas arregaçadas até o meio do braço, sem gravatas os mesmos sapatos e cintos pretos e meias brancas, sempre muito limpo e asseado. Um óculos de grau e um apito pendurado no pescoço completavam a sua figura.

Quando não estava dando aulas, que começavam pela manha bem cedo no pelourinho e iam até as 9 horas da noite, quando não estava comandando seu grupo de alunos nas exibições, o mestre estava sempre se deslocando de casa para o trabalho, do trabalho para casa ou para os locais dos Shows. Não parava nunca.

Ele fora trapicheiro, carpinteiro, carregador, carvoeiro, pedreiro, tudo isto alternado com a capoeira, dai talvez o seu porte atlético. É bem difícil para qualquer um de seus alunos não se lembrar de tal figura.
Sua imponência em qualquer ocasião, em qualquer lugar. Imenso, grande, mesmo, terno, educado, pausado, atento, esperto, rígido às vezes cauteloso sempre, alegre quando trabalhando, ensimesmad e taciturno nas poucas horas de folga entre uma uma aula e outra.

O olhar brilhava. Brilhavam os olhos do mestre nas festas e apresentações, atentos nas aulas, cortavam como faca quando desobedecido. Terno e carinhoso quando o interpelávamos sobre a capoeira e muito manhoso, muito manhoso mesmo diante das mulheres, nesta hora, brilhava mais ainda o seu olhar que ficava um tanto malandro.

Ainda nas festas ou exibições de seu grupo alunos formados, diante da platéia de convidados ou mesmos turistas, O Mestre Bimba se esmerava nos toques do berimbau. Ai ele fazia as mais incriveis variações tornando a sua música cada vez mais rica e melodiosa, e todos, platéia e alunos, quedavam emocionados, ninguém conseguia desgrudar os olhos de seu semblante sério e de orgulho e de orgulho, sua "concentração" na hora dos toques. Era lindo, muito lindo mesmo...

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